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Produtores criam hashtag para questionar strikes do YouTube

Produtores criam hashtag para questionar strikes do YouTube

Produtores de conteúdo voltaram a reclamar nos últimos dias de strikes dados em conteúdos antigos publicados no YouTube. O assunto rendeu a hashtag “#chegayoutube”, que chegou a figurar entre os assuntos mais comentados no Twitter.

A lista está só aumentando…
Até quando você vai permitir isso @YouTubeBrasil ?#chegayoutube pic.twitter.com/VOFvWsWcrv

— Pedro Wilson ?? (??????) (@PeWilsonBrasil) November 22, 2021
A questão já tinha virado tema no início de novembro, quando vários youtubers brasileiros contaram que estavam tomando strikes seguidos e que por isso estavam com medo de perder o canal. Nas regras da plataforma, com três strikes o canal é removido.

Produtores criam hashtag para questionar strikes do YouTube

Youtubers temem exclusão de canais após strikes em vídeos antigos
Dentre os youtubers que reclamaram do assunto estava Coelho, do canal mateiformiga, que tem mais de 3,8 milhões de inscritos. Ele disse que privou todos os vídeos porque tomou, na última segunda-feira (22), dois strikes em um mesmo dia.

Outro produtor que comentou sobre o assunto foi Aruan Felix, que tem mais de 5,4 milhões de inscritos. “Estou privando todos os meus vídeos do Youtube, inclusive o que me fez ficar tão famoso. Hoje recebi dois strikes movidos por uma empresa em vídeos que eu fiz em 2016 e se tomar mais um meu canal será excluído”, contou no Twitter.

Confira, abaixo, outros youtubers que falaram sobre o assunto:

Acabei de privar todos os meus vídeos do canal…
Não sei se privar os vídeos impede novos strikes, mas não tive coragem de deletar a minha história.

Se alguém for destruir isso, que seja pela mão do Youtube.

— Viníccius13 (@viniccius13) November 22, 2021
Ah, eu levei outro strike, agora são 4 e o canal será DESATIVADO dia 27.
No total eu já levei 9 strikes nesse canal, mas todos caducaram e nada aconteceu, mas acho que dessa vez já era. pic.twitter.com/phMMPAoaR6

— ThiagoBionic (@TerrorBionic) November 22, 2021
Acho que nossos dias estão contatos.

Parece que estamos fazendo conteúdo nocivo ou perigoso

Fora o strike de direitos autorais.

Não sei o que fazer @YouTubeBrasil pic.twitter.com/AqMPbEVi6w

— Omp (@Omp404) November 22, 2021
tomei 2 strikes no canal e tive que apagar vários vídeos que marcaram minha historia no youtube

eu gostava mt deles??????
pode nem usar musiquinha mais??????

achei importante vcs saberem infelizmente

— Lucas Olioti (@t3ddyyyyy) November 22, 2021
Mano simplesmente estou privando todos os vídeos do meu canal! Não da mais pra confiar deixar esse conteúdo no ar, e simplesmente ter o canal deletado depois!…. @YouTubeBrasil @YTCriadores @YouTubeGaming #chegayoutube

— Forevitao (@Forevitao) November 22, 2021
Leveie strike no Youtube tbm =/

— Fiaspo (@Fiaspo) November 22, 2021
Por que estão ocorrendo os strikes?
De acordo com os youtubers, os strikes estão acontecendo seguindo um mesmo esquema que já trouxe dor de cabeça para eles há alguns anos. Eles explicam que empresas compram os direitos de músicas antigas que eram gratuitas para uso.

Com o direito adquirido das canções, essas empresas acabam dando strike nos vídeos antigos e chegam a exigir uma quantia dos produtores caso eles não queiram tomar o strike. Felipe Neto, um dos maiores youtubers do mundo, chegou a chamar essa prática de “máfia do copyright”.

A máfia do copyright no Youtube ataca de novo, agora tentando deletar o canal do @viniccius13

Empresas safadas compram direitos autorais de vídeos-memes antigos. Aí vão atrás d canais q tenham usado esses trechos ao longo dos anos e dão strike.

Pedem $ pra parar. E o YT deixa

— Felipe Neto (@felipeneto) November 9, 2021
“Estou entrando em contato com o Youtube para ver o que pode ser feito. Essas máfias já foram combatidas pelo YouTube uma vez e foram derrotadas. Agora parece que estão tentando voltar”, chegou a publicar o influenciador em seu Twitter em 9 de novembro.

No início do mês, o TecMundo conversou sobre o problema com Patife, que produz vídeos de gameplays. “Para um produtor, esse tipo de situação nos deixa completamente desprotegidos. E qualquer pessoa pode passar por isso, porque existem essas empresas que compram os direitos de músicas antigas e fazem esse processo de strike. Então ficamos à mercê deles, já que em alguns casos têm empresas que pedem uma quantia absurda em dinheiro para não dar o strike e não fazer a reivindicação do direito autoral”, contou.

O que diz o YouTube?
O TecMundo entrou em contato com o YouTube para verificar se algum tipo de ação foi tomada para tentar evitar esse tipo de ação. Por nota, a empresa respondeu que os vídeos precisam respeitar as regras da plataforma e que as reinvindicações de direitos autorais são prerrogativas de quem é dono das propriedades intelectuais. Confira, abaixo, a resposta na íntegra:

“Os criadores de conteúdo só devem enviar vídeos que eles tenham produzido ou para os quais tenham autorização de uso. Isso significa que não é permitido utilizar conteúdo de propriedade de terceiros nos vídeos. Reivindicações relacionadas a direitos autorais cabem aos proprietários do material, e o YouTube oferece várias ferramentas para ajudar os detentores desses direitos a proteger e gerenciar o próprio conteúdo na plataforma“.

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